Hatha Yoga, uma ginástica…

Professor Hermógenes em padmasirshasana na década de 1960

Professor Hermógenes em padmasirshasana na década de 1960

» por José Hermógenes (1921-)

Praticar ginástica é cada dia mais necessário, principalmente àqueles que vivem numa grande cidade, desempenhando ocupações sedentárias. As pessoas vivem em regime de sobrecarga para a mente, provocada por preocupações e problemas de toda espécie, desde a falta de empregadas domésticas até a iminência de um conflito nuclear, desde a dificuldade de transporte até a alta incessante do custo de vida… Por outro lado, há também a sobrecarga para o pobre organismo (nervos, músculos…), porque é preciso trabalhar em mais de um emprego a fim de não sucumbir às condições aflitivas do orçamento. O excessivo desgaste físico e mental conduz o homem a encher a casa de quinquilharias que a técnica fabrica para dar-lhe mais comodidade à vida, e também o leva a correr à caça de múltiplos divertimentos excitantes. As ocupações rotineiras e sedentárias o fadigam. A efervescência político-social o neurotiza. As comodidades o amolecem. Os divertimentos quase sempre o fatigam. Raramente consegue o homem moderno repousar e recuperar-se. Isso é coisa que somente durante as férias anuais poucos conseguem.

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Marco Schultz desvelado

O conceituado professor abre o coração para o site Eyoga.com.br
e conta sua trajetória no Yoga.

Marco Schultz
eYoga » Como foi seu primeiro contato com o Yoga? O que o levou a começar a praticar?

Marco » O primeiro contato “formal” que tive com o Yoga foi no final da década de 1980, quando eu morava e estudava na Califórnia. No entanto, a busca por um sentido espiritual em minha vida começou muito cedo. Lembro de momentos, ainda criança, de profunda crise existencial. Tive uma infância bem bacana, mas uma misteriosa sensação de angústia quase sempre me acompanhou. Veja MAIS »

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Curso Instantâneo (e gratuito!) de Formação e receita infalí­vel para ficar rico ensinando Yoga

saddhu indiano» por Pedro Kupfer

Não quero ser repetitivo com os temas que escolho para escrever no site www.yoga.pro.br1, mas as atuais circunstâncias nos mostram que alguns assuntos estão longe de se esgotar. Um deles é o tratamento patife e caricato que o Yoga está recebendo nos meios de comunicação. Do jeito que as coisas estão sendo apresentadas, esse sofisticado sistema de filosofia está ficando muito parecido com um cachorro viralata (com todo respeito pelos simpáticos quadrúpedes).

Para evitar que as coisas piorem, achei que seria uma boa idéia estipular um padrão mí­nimo de ensino para que essa tradição milenar não se perca. Dessa forma, e inspirado pelos cursos de nivelamento oferecidos pelos CREFs, criei um Curso Instantâneo de Formação. Igualmente, juntei a ele uma série de dicas importantes que podem ser aplicadas por aqueles que aspiram a ficar ricos ensinando Yoga, sem abrir mão da profundidade filosófica dos ensinamentos (tá bom, só um pouquinho!).

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  1. Esse artigo foi originalmente publicado em 25 de novembro de 2003 em www.yoga.pro.br []
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