Maithuna, liturgia sexual

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» por José Hermógenes (1921-)

Shiva e ParvatiFala-se e se escreve sobre “Yoga do Sexo“, e aventureiramente algumas pessoas, por ignorância ou malandrice, definem Tantra como “Yoga do Sexo“. Em geral, aqueles que, já engajados numa vida erótica irresponsável, aspiram encontrar nas venerandas escrituras uma absolvição religiosa para o que já vêm fazendo e não desejam parar. Para que tal homologação?! Se querem continuar onde estão, que continuem, mas não tentem fazer o sagrado abençoar o profano. Sugiro que se esclareçam. Estudem, por exemplo, a tese da psiquiatra Elizabeth Haich publicada no livro Energia Sexual e Yoga-Tantra: A Canalização da Força Criadora Divina1.

Os que estudam os Mestres e as escrituras tântricas se deslumbram com a beleza e a santidade dos muitos rituais externos prescritos. Poderão também encontrar, em algumas fontes da “mão esquerda”, claras referências ao maithuna, que é a união sexual ritualística de um casal de sadhakas (aspirantes espirituais), a imitar com seus corpos o “coito cósmico”, com o qual o casal Shiva-Shakti gera os universos.

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  1. Editado por mim mesmo na Editora Nova Era. (Nota do Autor) []
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Palavras de sabedoria

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Entrevista com Sri Ramana Maharshi

Sri Ramana Maharshi (1878-1950 d.C.)Ramana Maharshi foi considerado por muitos um dos maiores sábios do nosso tempo. Viveu na Índia, de 1879 a 1950, e nele se notava total ausência de distinção entre homens e mulheres, entre castas, credos, raças e religiões, entre um príncipe e um lavrador, e entre um asceta e um pai de família. Seu sentido de igualdade ia além dos seres humanos e abrangia animais e plantas. Ele acreditava que cada criatura, desde o homem até o menor dos insetos, é manifestação do Ser Supremo, do Único Imperecível.

Ramana Maharshi nada queria de ninguém. Estava inteiramente satisfeito com a plenitude do Ser Supremo. De seu espírito emanava silenciosa onda magnética capaz de estimular grandes transformações e importantes descobertas interiores nos demais. Permanecia em silêncio a maior parte do tempo. Mas, às vezes, ao responder às perguntas dos visitantes, deixava entrever, também em palavras, sua sabedoria.

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Ishvarapranidhana, a entrega a Deus

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Hanuman abraçando Sri Rama» por José Hermógenes (1921-)

Meu alimento é fazer a vontade d’Aquele que me enviou.
João, 4:34


Quando os Mestres sugerem Ishvarapranidhana, querem dizer ao caminhante: “entregue-se a Deus”. Se o caminhante é cristão, ele se dá ao Cristo. Se é hinduí­sta, dá-se a Ishvara, Krsna, Kali… ou outra expressão bem-aventurada de Deus. Se é budista, entrega-se ao Buddha Amida…

Budista, hinduí­sta, cristão, judeu, maometano, sufi, baha’i, mazdaí­sta, vedantino… o yogin pauta sua vida pela Vida Divina, procura harmonizar seu comportamento com a lei do Eterno… e seu mantra, sua ladainha, seu cântico predileto é “seja feita a Vossa Vontade”.

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