Maithuna, liturgia sexual

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» por José Hermógenes (1921-)

Shiva e ParvatiFala-se e se escreve sobre “Yoga do Sexo“, e aventureiramente algumas pessoas, por ignorância ou malandrice, definem Tantra como “Yoga do Sexo“. Em geral, aqueles que, já engajados numa vida erótica irresponsável, aspiram encontrar nas venerandas escrituras uma absolvição religiosa para o que já vêm fazendo e não desejam parar. Para que tal homologação?! Se querem continuar onde estão, que continuem, mas não tentem fazer o sagrado abençoar o profano. Sugiro que se esclareçam. Estudem, por exemplo, a tese da psiquiatra Elizabeth Haich publicada no livro Energia Sexual e Yoga-Tantra: A Canalização da Força Criadora Divina1.

Os que estudam os Mestres e as escrituras tântricas se deslumbram com a beleza e a santidade dos muitos rituais externos prescritos. Poderão também encontrar, em algumas fontes da “mão esquerda”, claras referências ao maithuna, que é a união sexual ritualística de um casal de sadhakas (aspirantes espirituais), a imitar com seus corpos o “coito cósmico”, com o qual o casal Shiva-Shakti gera os universos.

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  1. Editado por mim mesmo na Editora Nova Era. (Nota do Autor) []
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Tapas, a austera disciplina

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José Hermógenes em vrischikasana nos anos 1960» por José Hermógenes (1921-)

Entrai pela porta estreita;
porque larga é a porta e espaçosa a estrada que conduz à destruição,
e muitos são os que entram por ela;
ao passo que é estreita a porta e apertada a estrada que conduz à Vida,
e poucos são os que a acham.

Mateus, 7:13-14


Se o caminhante tem as pernas frágeis para tão longo e duro caminho, deve fortalecê-las antes de começar a andar.

Quanto os Mestres aconselham – pratiquem tapas – estão querendo salvar os caminhantes de uma provável derrota.

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