Yoga para iniciantes: a teoria e a prática

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Aluna Raquel em sua aula de Yoga em casa em abril de 2017. Foto por Cristiano Bezerra.

Aluna Raquel em sua aula de Yoga em casa em abril de 2017. Foto por Cristiano Bezerra.

» por Rosana Biondillo

O Yoga é considerado uma disciplina prática. Numa aula, há várias partes que formam um conjunto harmônico. Cada uma dessas partes enfatiza um aspecto, como: preceitos éticos, posturas psicofísicas, respiração, relaxamento, concentração e meditação.

É um trabalho que integra corpo e mente de maneira consciente, promovendo uma reestruturação mental e orgânica do praticante. É por esse motivo que o mais apropriado é dizer “praticar Yoga”, e não “fazer Yoga”.

Porém, isso não significa que o Yoga não tenha teoria. Tem, e muita! Só que, por si só, essa teoria é mero conhecimento intelectual. Importantíssimo, sem dúvida. Porém, no contexto do Yoga, a teoria deve ser incorporada à prática. Tem que ser “experimentada”. O praticante que estuda os textos tradicionais do Yoga pode compreender melhor suas experiências e avançar em sua prática. Mas tem que praticar.

Por que Yoga?

Aos que desejam começar a praticar, antes é importante ter em mente o objetivo: por que Yoga exatamente?

Vale lembrar aqui a definição dada pelo sábio indiano Patañjali, em seu magistral Yoga Sutra: “Yoga é a parada voluntária dos turbilhões da mente“, ou, em outras palavras, Yoga é meditação. Mas não se assuste com isso, pois embora o Yoga seja uma disciplina intimamente ligada à evolução interior (mas não seja religião) e tenha tanto a oferecer aos seres humanos, não há motivos considerados “menores” para sua escolha. Há, sim, razões e expectativas diferentes e diferenciadas.

Algumas pessoas procuram o Yoga como uma forma de aumentar a flexibilidade, para reduzir e controlar o estresse, como terapia (Yogaterapia), como condicionamento físico e, quase nunca, por aspirações filosóficas ligadas ao crescimento pessoal e ao despertar para uma vida interior mais plena.

É importante ressaltar, como forma de ilustração, que, na Índia, a fome e a miséria também já levaram muitos a ‘optar’ pelo Yoga para ter um lugar para morar e um pouco de alimento. Um quadro que não combina muito com o romantismo que cerca nossas ideias sobre o Oriente, mas que pode servir como exemplo do que também acontece por lá.

A verdade é que as misérias e mazelas humanas são muitas, e tentar analisá-las racionalmente pode levar a mais mal-entendidos e preconceitos do que a possíveis e saudáveis soluções. Por isso, só você pode e deve analisar seus reais motivos com critério e atenção, pois várias são as técnicas yogikas, como também várias são as suas abordagens. Estima-se que atualmente haja mais de quarenta tipos de Yoga sendo ensinados! Portanto, opções é o que não faltam.

Livre-se das expectativas!

Uma dica importante: não espere muito e não seja imediatista. Tenha em mente que a prática de Yoga não opera mágicas, milagres muito menos, e nem é a única opção para quem deseja trilhar o caminho da evolução humana. Como em todas as atividades, trabalho, equilíbrio e reflexão constantes são fundamentais.

Refletindo com sabedoria

Refletir com sabedoria é uma prática de Yoga que pode lhe trazer mais clareza e serenidade mental, especialmente nos inúmeros momentos de decisão. Por isso, analise mais esta sugestão: é importante ler sempre textos e mensagens de qualidade, que engrandeçam suas ideias e atitudes, como esta que você lê a seguir:

“O Yoga é uma visão de mundo perfeitamente estruturada e integrada que visa a transformação do ser humano de sua forma atual e grosseira numa forma perfeita… Pode-se dizer que o Yoga visa a liberdade em relação à natureza, incluindo-se aí a liberdade em relação à natureza humana; seu voo almeja a transcendência da humanidade e do cosmos; almeja o puro ser.” (Ravindra)


Visite o Yoga Blog, da Professora Rosana Biondillo, em rosanabiondilloyoga.blogspot.com

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Comentários

Yoga para iniciantes: a teoria e a prática — 1 comentário

  1. Nunca pratiquei Yoga porque nos lugares onde fui queriam incutir em mim uma religiosidade e misticismo exacerbado, e eu não procuro isso, como, por exemplo, ser obrigada a pronunciar mantras. Eu entendo que, para entrar num estado de meditação, posso fazer isso ouvindo música clássica, por exemplo. Sempre acreditei que Yoga era puro misticismo, e por isso adorei essa matéria!

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