O que é Vedanta?

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Cristiano Bezerra estudando Vedanta com a Profª Gloria Arieira em maio de 2007. Foto por Denise Mustafa.

Cristiano Bezerra estudando Vedanta com a Profª Gloria Arieira em maio de 2007. Foto por Denise Mustafa.

» por Gloria Arieira (1953-), do Vidya Mandir

O homem é consciente de si mesmo, de um ser que é incompleto. Essa auto-apreciação é peculiar ao homem, visto que, sendo consciente, ele é também consciente das próprias imperfeições, o que dá origem ao descontentamento. Assim sendo, a vida de um dado indivíduo é governada por desejos, que estabelecem o fato dele não estar à vontade consigo mesmo.

Desejos diferem de indivíduo para indivíduo. Não existem duas pessoas com o mesmo grupo de desejos. Cada um cultiva desejos particulares ao ser influenciado pelo meio cultural e pelas condições de vida em que nasce e se desenvolve.

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Introdução ao Vedanta

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Flor de Lótus fotografada por Cacilda Patrício

Flor de Lótus fotografada por Cacilda Patrício

» por Gloria Arieira (1953-), do Vidya Mandir

Vedanta é uma tradição de ensinamento que leva cada um a descobrir que já é toda a felicidade que sempre buscou.

O objetivo da vida é a felicidade. É o que todos buscamos. Mas, tentando ser felizes, encontramos sempre este problema que é o conflito. Os conflitos não podem ser evitados, pois o mundo é dual. Nós temos sempre diante de nós várias opções e precisamos fazer nossas escolhas, o que requer muito questionamento. Em qualquer situação, mesmo nas menores coisas, o conflito está sempre presente. Pela manhã, precisamos decidir se levantamos logo que toca o despertador ou se esperamos um pouco mais (“só mais dez minutinhos”). Ao sair de casa, a mesma coisa, “vou de carro ou vou de ônibus? ou será que vou de táxi? ou será que vou de carona com alguém?”. A pessoa que fica em casa também tem seus problemas: “será que eu faço arroz ou será que eu não faço arroz?”. Constantemente em nossas vidas temos de fazer opções e, ao decidir, ainda corremos o risco de concluir depois: “Não foi a melhor opção. Eu deveria ter escolhido outra coisa”.

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A história da civilização da Índia

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Porto em Lothal, uma das mais conhecidas cidades da antiga civilização do vale do rio Indus

Porto em Lothal, uma das mais conhecidas cidades da antiga civilização do vale do rio Indus

» por Gloria Arieira (1953-), do Vidya Mandir

Ao entrar em contato com o vasto conhecimento dos Vedas, nos deparamos constantemente com a tentativa de marcar datas para a história da cultura e da população indiana, entender sua origem genética e determinar a antiguidade e, portanto, a originalidade do conteúdo dos Vedas.

Max Müller, na primeira metade do século XIX, e outros estudiosos europeus difundiram a teoria da invasão ariana, povo originado da Europa e/ou Ásia Central que teria entrado na Índia pelo noroeste do país. Essa teoria, que rouba o valor, a originalidade e a antiguidade dos Vedas, viria a ser aceita como verdadeira, mesmo por estudiosos indianos, até recentemente, muito após a independência da Índia em 1947.

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Autoconhecimento

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Valmiki a escrever o Ramayana

Valmiki a escrever o Ramayana

» por Gloria Arieira (1953-), do Vidya Mandir, e Virginia Maffioletti

Ao nascermos, nos deparamos com um mundo cheio de nomes e formas que determinam os limites e as diferenças aparentes entre objetos. A cada instante vivemos inúmeras experiências de prazer e desprazer e aprendemos a interpretá-las a partir de conceitos, valores e significados, que assimilamos dos outros e do ambiente em que vivemos.

Impulsivamente buscamos realizar os nossos desejos, repetindo experiências de prazer, e assim nos dizemos felizes; ou tentamos evitar sensações de desconforto e desprazer, que nascem da impossibilidade de realizar nossos desejos, e então nos dizemos infelizes.

Esse refúgio no conforto implica num afastamento da realidade interna (sentimentos, sensações, etc) e externa, que são vividas como conflitantes, resultando numa percepção distorcida de nós mesmos e do mundo, ancorada numa série de tensões e resistências físicas e psíquicas.

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