Introdução do livro O Presente

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Capa do livro O Presente

Capa do livro O Presente

» por Professor Hermógenes (1921-2015)

Mestre,

Antes, em nossa casa-paraíso, na Tua presença, nada nos faltava e nos inebriávamos com Tua luz, Tua paz, Teu poder, e nos sentíamos totalmente libertos, desfrutávamos a doçura da saúde plena e da bem-aventurança. Depois, seduzidos pela magia do mundo, partimos para um aventureiro auto-desterro, e, com isso, fomos tomados pela penúria espiritual, pelo vazio, pelo tédio, pela neurose, pelo pavor… Por conta própria, deixamos de ser Teus príncipes e, passado algum tempo, nos vimos “passando fome em país distante”, alimentando os porcos de um mau patrão.

Compadecido de nossa miséria total, Te fizeste carne para, habitando entre nós, resgatar todos de nós que aceitassem Teu convite e Teu braço misericordioso para retornar ao Lar.


Pagaste muito caro por isso, mas Teu exemplo, Teu lancinante sacrifício, Tua paixão, conseguiram comover e converter muito poucos.

Maria, Jesus e José

Maria, Jesus e José

A maioria, ainda entregue às suas quimeras, continua iludida e iludindo, sem entender Teu ensino e sem atender a Teus preceitos. As quimeras são muitas, e delas, muitas engendradas utilizando o Teu santo nome. Os vendilhões do templo, que Tua santa fúria afugentou, voltaram a instalar seus negócios. Mas agora já não vendem animais e nem trocam moedas. Vendem o Teu nome.

Sinto tudo isso como uma re-paixão, um re-sofrimento Teu.

Parece que Te escuto clamar: “Pai, perdoai-os. Eles continuam sem saber o que estão fazendo!”.

José, Maria e Jesus

José, Maria e Jesus

Mestre.

Não me considero um plenamente des-iludido, nem puro, nem podendo me doar a Ti como presente de Natal. Mas, me compadeço desta tua inevitável re-paixão.

Senhor!

É absurdo que, neste último Natal do milênio, ainda não Te deixam entrar na Tua festa.

É absurdo que ainda continues sendo vendido e comprado.


É absurdo que homens insanos se matem, invocando Teu santo nome.

Que nenhum homem venha a se sentir ofendido pelo que aqui vai ler. Também sou homem, e, com este livro, não desejei ofender a mim mesmo. Não pretendi a não ser alertar, convocar, conscientizar, e, finalmente, convidar para um verdadeiro Natal, que ainda não aconteceu em nossa alma. Minha principal motivação foi falar de um Cristo todo misericórdia e sempre a querer nos redimir de tantos erros. Falo de um Cristo que precisa ser conhecido.

Mestre.

Perdoe esta minha descomunal audácia, este meu atrevimento, publicando este livro. Minha certeza é de que, diferente dos homens, Tu não me julgues pelos meus atos, mas por minhas intenções. Tu sabes por que eu o escrevi. Tu sabes que foi por amor. Conceda-me o Teu beneplácito. Amém!

Hermógenes.

Capa do livro O Presente

Capa do livro O Presente


Ele, que já nos fez mergulhar na paz, que nos brindou com a mágica do silêncio, da tranquilidade e da luz, vem a nós com um Presente.

É um presente a esse personagem que, celebrado há dois mil anos, continua a desejar receber o que é seu: o coração humano em floração desenfreada.

Nestas páginas, o leitor se sentirá motivado por uma força interior a rever seus conceitos de vida, paz, amor, felicidade, esperança e morte.

É surpreendente ver Hermógenes trabalhar. Ele libera energias da alma, aquece corações, semeia bons frutos para memoráveis colheitas e anuncia a primavera divina.

O Presente tem a delicadeza dos que sabem extrair das palavras o mel; das idéias, a ternura.

É um presente.

Terno. Eterno.

Deleite-se!

Capa interna do livro O Presente

Capa interna do livro O Presente


“Quem já não se indagou se o mundo tem solução?

Muitos sobre isso já se indagaram. E com seus questionamentos construí­ram uma fina, mas eficaz, camada de resistência (ao horror, à barbárie…), a permear mentes e corações neste século que ora finda.

Hermógenes, sempre antenado com os melhores anseios da espécie humana, tomou a si a tarefa de responder a várias de nossas interrogações.

E foi fundo na alma do mundo de hoje e dos homens deste tempo.

Tempo de irmandade do gênero humano.”

Washington Araújo


Texto extraí­do das páginas 13 e 14 da edição, de 2000, do livro O Presente (2000), de José Hermógenes (Editora Letraviva, Brasília), e digitado por Cristiano Bezerra em 27 de novembro de 2010.

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