Quatro respostas sobre Yoga e meio ambiente

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Tales Nunes

Tales Nunes

» entrevista com Tales Nunes por Mônica Pinto, do portal AmbienteBrasil

Praticante de Yoga desde 1997 e professor desde 1999, Tales Nunes mudou-se de Aracaju (SE) para Florianópolis (SC) com dois objetivos claros: fazer um Curso de Formação em Yoga com o uruguaio Pedro Kupfer, radicado no Brasil e referência no setor, e Mestrado em Antropologia na UFSC. No Mestrado, o tema foi o significado da experiência corporal em praticantes de Yoga. Atualmente, ele ministra aulas na capital catarinense e edita os Cadernos de Yoga, publicação trimestral em que, na forma de artigos e debates, vem fazendo uma correlação direta entre a prática yogika e a preservação ambiental. AmbienteBrasil fez a Tales Nunes quatro perguntas. Confira!

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O Yoga e a bicicleta

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Swami Sivananda (1887 – 1963) e sua bicicleta

Swami Sivananda (1887 – 1963) e sua bicicleta


» por Goura Nataraj (Jorge Brand) (1979-)

A relação do ser humano com o seu habitat envolve necessariamente a questão do seu deslocamento nesse habitat. Meios de transporte que estejam mais em sintonia com a natureza se tornarão mais e mais requisitados, desde que a sustentação do esquema do óleo – petro-óleo – têm se mostrado como uma das coisas mais desastrosas nas quais a humanidade já se meteu.

Podemos pensar desde os numerosos vazamentos nas praias e mares, com consequências duradouras aos locais onde ocorreram tais incidentes (Galícia, Alasca, Paranaguá, Rio Iguaçu, Líbano etc), até a poluição das cidades onde se torna cada vez mais desagradável ter que pegar o carro para fazer algum deslocamento qualquer devido às inúmeras complicações que ele provoca.

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Ideias para uma relação entre o Yoga e o Ciclismo

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» por Goura Nataraj (Jorge Brand) (1979-)

Goura Nataraj (Jorge Brand) em sua bicicleta

Goura Nataraj (Jorge Brand) em sua bicicleta

Não há dificuldade em percebermos que nossa sociedade moderna volta-se cada vez mais a um ideal oriental de paz e disposição para com a vida. O número de escolas de Yoga, de ashrams, de autores, professores e de estudos sérios sobre o assunto também aumenta e tende a crescer. Claro que falamos aqui em termos gerais, relativos, pois o mundo ocidental também vê crescer em si, ou melhor, re-crescer em si, ideais de alienação, separatismo, ódio e preconceito. Que outra oposição mais díspar e precisa poderíamos fazer, ao lembrarmos da figura de Gandhi, com sua tremenda força espiritual, que abnegava o uso da violência, e o atual “senhor-da-guerra”, Sr. Bush, que afirma trazer a luz da civilização para o lado escuro da humanidade, utilizando para isso a defesa de uma ideologia da violência aliada a uma propaganda de um falso dever moral?

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Bicicleta, ahimsa e a cultura do automóvel

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Ciclista em Mumbai, Índia

Ciclista em Mumbai, Índia


» por Goura Nataraj (Jorge Brand) (1979-)

Uma das mais importantes qualidades de um brahmana, de um yogi, é a capacidade de reconhecer em tudo o que existe, nas mais diversas e distintas manifestações de existência, a unidade de Brahman, o princípio único que subjaz em todos os fenômenos.

Esse olhar singular, este re-conhecimento místico, aparece na Bhagavad Gita sob o termo sama-darshinah – visão equânime. O yogi possui uma visão de igualdade. Na diversidade quase infinita do mundo material, ele vê sempre Brahman, a divindade, a consciência suprema, por trás das formas sempre diferentes, sempre mutantes dos fenômenos.

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