O que é Vedanta?

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Cristiano Bezerra estudando Vedanta com a Profª Gloria Arieira em maio de 2007. Foto por Denise Mustafa.

Cristiano Bezerra estudando Vedanta com a Profª Gloria Arieira em maio de 2007. Foto por Denise Mustafa.

» por Gloria Arieira (1953-), do Vidya Mandir

O homem é consciente de si mesmo, de um ser que é incompleto. Essa auto-apreciação é peculiar ao homem, visto que, sendo consciente, ele é também consciente das próprias imperfeições, o que dá origem ao descontentamento. Assim sendo, a vida de um dado indivíduo é governada por desejos, que estabelecem o fato dele não estar à vontade consigo mesmo.

Desejos diferem de indiví­duo para indiví­duo. Não existem duas pessoas com o mesmo grupo de desejos. Cada um cultiva desejos particulares ao ser influenciado pelo meio cultural e pelas condições de vida em que nasce e se desenvolve.

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Os gurus ensinam: viveka, vairagya e mumukshutvam

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Patãnjali fazendo anjalimudra» por José Hermógenes (1921-)

A austera disciplina (tapas), a pesquisa do Ser (svadhyaya)
e a auto-entrega a Deus (
Ishvarapranidhana) constituem o Kriya Yoga.
Kriya Yoga atenua as dificuldades da mente causadoras do sofrimento
e conduz à união com o Divino.

Yoga Sutra, II:1-2


Quanto mais rico o tesouro, mais árdua sua conquista. Tesouro mais caro do que a imersão feliz em Deus não há. Por isso as advertências dos grandes Mestres da humanidade: “estreita é a porta”, e o caminho, angustiante; “de mil homens, um se põe a caminho, e de mil caminhantes chega apenas um”; “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha…”.

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Caracterí­sticas da respiração yogika

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yogi praticando pranayama» por Pedro Kupfer

Em quase todos os casos, excetuando-se alguns exercí­cios especí­ficos, a respiração durante o pranayama precisa manter sempre certas qualidades. Ela deve ser: profunda, completa, consciente, ritmada, controlada, uniforme, lenta, silenciosa, nasal e com a mí­nima projeção do ar. Veremos separadamente cada uma dessas particularidades.

1) Profunda. A respiração yogika é ampla, utilizando a totalidade da capacidade pulmonar. Respirar profundamente significa usar a estrutura ósseo-muscular do tronco para otimizar a assimilação do ar. Ao respirar, toda a musculatura do tronco participa do processo, porém, nunca devemos elevar nem movimentar os ombros.

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