Ramana Maharshi, o santo hindu

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» por Carl Gustav Jung (1875-1961) 1

Sri Ramana Maharshi (1878-1950 d.C.)Heinrich Zimmer vinha se interessando há muitos anos pelo Maharshi de Tiruvannamalai, e a primeira pergunta que me fez, quando voltei de minha viagem à Índia, foi a respeito desse novo santo e sábio da Índia Meridional. Não sei se meu amigo considerava um pecado imperdoável, ou pelo menos incompreensível, de minha parte, o fato de não ter ido visitar Sri Ramana. Minha impressão era de que dificilmente ele teria deixado de fazer tal visita, tão calorosa era a sua participação na vida e no pensamento desse santo. Isso não me surpreendia, porquanto eu sabia com que profundidade Zimmer penetrara no espírito da Índia. Seu mais ardente desejo, que era o de ver a Índia pessoalmente em sua realidade, infelizmente não chegou a materializar-se, e a oportunidade que teve para isso desvaneceu-se às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Ele possuía uma visão grandiosa da Índia espiritual. Veja MAIS »

  1. Introdução a Heinrich Zimmer, Der Weg zum Selbst. Lehre und Leben des indischen Heiligen Shri Ramana Maharshi aus Tiruvannamalei, Zurique 1944. []
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O Sidarta de Hesse

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capa do livro Sidarta, de Hermann Hessepor João Tadeu de Andrade

A vida virtuosa de Siddhartha Gautama, alguns séculos antes da era cristã, moveu corações e mentes, causando, entre outras coisas, o surgimento de uma reconhecida religião mundial, o Buddhismo. Na cidade de Varanasi, na Índia, tida como uma das mais antigas de que se tem notí­cia, encontra-se o lugar onde, após a iluminação, o Senhor Buddha proferiu seu primeiro sermão. Foi em Sarnat, originalmente um bosque, hoje abrigando um parque, e onde se acham alguns monumentos em memória desse sagrado acontecimento. Ao visitar esse lugar, experimentei uma serenidade amorosa e aconchegante.

Em um templo de Sarnat, a vida do prí­ncipe Siddhartha é retratada em afrescos e imagens pictóricas, ilustrando os principais momentos de sua peregrinação terrena. Ao fundo do templo, uma estátua do iluminado, na posição meditativa, exala uma fragrância de beatitude e paz. O silêncio recomendado ao ambiente sela o sentimento de admiração por um percurso que vai da vida exuberante do principado í  condição de desapego do renunciante í  procura da libertação.

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