» por Rosana Biondillo
No Yoga, de forma geral, há um sistema que descreve os estágios do desenvolvimento psicoespiritual do ser como sendo formado por sete centros, denominados chakras (em sânscrito, “rodas”). Esses centros são também conhecidos como padmas (em sânscrito, “lótus”).
Esses sete centros psicoespirituais estão distribuídos ao longo da coluna vertebral, desde sua base e até o topo da cabeça. Devido à sua forma circular e espiralada ao redor da coluna, sua representação é a de uma serpente que jaz adormecida no último chakra, que se inicia na base da coluna, esperando o momento de ser despertada para iniciar sua escalada rumo ao topo da cabeça (que alguns textos dizem não ser exatamente um chakra, por ser aberto e/ou vazado na parte superior).
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Significados e interpretações da palavra Yoga

Aluna Fabíola em sua aula de Yoga em casa. Foto por Cristiano Bezerra em dezembro de 2017.
Yoga é um dos termos mais flexíveis e polissêmicos (com vários sentidos) da língua sânscrita. Essa palavra, assim como outras, pode mudar muito de significado, de acordo com o contexto. Se você consultar um dicionário sânscrito, achará, dentre outras, as seguintes acepções:
Yoga = unir, jungir, juntar, atrelar, manter junto. Equipe, soma, conjunção, resultado. Magia, mágica. Mentira, embuste. Arreio, cinto, jugo. Controle da mente e dos sentidos, método de autoconhecimento, caminho espiritual. Trabalho, tarefa. Nome de um sábio mítico mencionado no Mahabharata.
1. A palavra Yoga aparece pela primeira vez no Rg Veda, de aproximadamente 5000 a.C.
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- Artigo originalmente publicado em 23 de dezembro de 2002 em yoga.pro.br, o site do Pedro[↩]
Ashtanga Yoga, o Yoga de Patañjali

Patañjali
Ashtanga Yoga é o sistema organizado pelo sábio Patañjali no Yoga Sutra. Esse sistema tem oito (ashta) partes (angas): yama, niyama, asana, pranayama, pratyahara, dharana, dhyana e samadhi.
As duas primeiras partes, yama e niyama, são as proscrições (não ferir, não mentir, não roubar, não desvirtuar a sexualidade e não cobiçar nem se apegar), e prescrições (pureza, contentamento, austeridade, auto-estudo e auto-entrega ao Senhor) éticas.
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- Texto extraído das páginas 23 a 25 da 3ª edição, de fevereiro de 2001, do livro Yoga Prático, de Pedro Kupfer (1966-), e também publicado em 24 de julho de 2000 em yoga.pro.br, o site do Pedro[↩]
Introdução ao Yoga Sutra

Patañjali
Historicamente, a base de todas as diversas abordagens de Yoga é o Yoga Sutra, que representa o resumo de muitas gerações de cultura yogika. Patañjali não criou o Yoga, mas limitou-se a sintetizar o conhecimento védico. Essa obra foi composta entre os séculos II a.C. e IV d.C.
Segundo Krishnamacharya, todos os conceitos do Yoga Sutra podem ser encontrados separadamente nos Vedas, nas Upanishads, no Samkhya Karika e em outros shastras.
Essa obra, desenvolvida posteriormente por numerosos comentários, forma o texto base do Yoga como Darshana, isto é, um dos seis pontos de vista indianos sobre a Realidade última e os modos de aproximar-se dessa Realidade.
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Yoga é autoconhecimento

Vyasa
» por Cláudio Azevedo 1
Palavra comum no Ocidente, o termo Yoga tem diversas acepções, de acordo com inúmeras escrituras:
“É a unificação das teias das dualidades” (Yoga Bija, 84)
“A união da psique individual (jiva) com o Si mesmo transcendental (paramatma)” (Yoga Yajnavalkya, 1.44)
“Yoga é êxtase” (Yoga Bhashya de Vyasa, 1.1)
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- Artigo originalmente publicado em 23 de agosto de 2009.[↩]
Ramana Maharshi, o santo hindu

Sri Ramana Maharshi (1878-1950 d.C.)
Heinrich Zimmer vinha se interessando há muitos anos pelo Maharshi de Tiruvannamalai, e a primeira pergunta que me fez, quando voltei de minha viagem à Índia, foi a respeito desse novo santo e sábio da Índia Meridional.
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- Texto (Introdução a Heinrich Zimmer, Der Weg zum Selbst. Lehre und Leben des indischen Heiligen Shri Ramana Maharshi aus Tiruvannamalei, Zurique, 1944) extraído do capítulo O Santo Hindu, publicado nas páginas 99 a 108 do livro Psicologia e Religião Oriental (Zur Psychologie westlicher und östlicher Religion), de Carl Gustav Jung (1875-1961), com tradução de Pe. Dom Mateus Ramalho Rocha e revisão de Dora Ferreira da Silva, das Obras Completas de C. G. Jung, volume XI/5, Editora Vozes, 5ª edição, 1991, e digitado por Cristiano Bezerra (1971-) para este Blog, Yoga Pleno, em 30 de janeiro de 2006.[↩]
