Significados e interpretações da palavra Yoga

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Aluna Fabíola em sua aula de Yoga em casa em dezembro de 2017. Foto por Cristiano Bezerra.

Aluna Fabíola em sua aula de Yoga em casa em dezembro de 2017. Foto por Cristiano Bezerra.

» por Pedro Kupfer (1966-), do yoga.pro.br

Yoga é um dos termos mais flexíveis e polissêmicos (com vários sentidos) da língua sânscrita. Essa palavra, assim como outras, pode mudar muito de significado, de acordo com o contexto. Se você consultar um dicionário sânscrito, achará, dentre outras, as seguintes acepções:

Yoga = unir, jungir, juntar, atrelar, manter junto. Equipe, soma, conjunção, resultado. Magia, mágica. Mentira, embuste. Arreio, cinto, jugo. Controle da mente e dos sentidos, método de autoconhecimento, caminho espiritual. Trabalho, tarefa. Nome de um sábio mítico mencionado no Mahabharata.

1. A palavra Yoga aparece pela primeira vez no Rg Veda, de aproximadamente 5000 a.C. Naquele tempo e naquele contexto, não significava o que significa hoje, mas tinha o sentido de “aplicação“. Yoga era um dos recursos usados no ritual védico.

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O que é Yoga? por Pedro Kupfer

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Cristiano Bezerra em padmasana, a postura da flor de lótus, em 2013. Foto por Cristiane Brito.

Cristiano Bezerra em padmasana, a postura da flor de lótus, em 2013. Foto por Cristiane Brito.

» por Pedro Kupfer (1966-), do yoga.pro.br

Muito se fala a respeito do Yoga. Muitas definições foram dadas, mas sempre temos a sensação de que alguma coisa fica faltando; de que ele se recusa a ficar aprisionado numa definição. Porque essas quatro letras juntas significam muitas coisas. E o Yoga acaba sendo sempre mais do que as palavras podem dizer.

O Yoga é uma visão peculiar sobre o ser humano e seu papel na ordem das coisas, bem como um caminho de autoanálise que pode ser colocado em prática, prescindindo de qualquer teoria ou crença. Um caminho que conduz o homem a compreender verdadeiramente a si mesmo.

Todo mundo já ouviu dizer que Yoga significa em sânscrito união, mas Yoga igualmente significa trabalho, aplicação. Ou seja, Yoga seria o meio e o fim ao mesmo tempo. Jaideva Singh, no comentário do Vijñanabhairava (p. XIII), um antigo texto tântrico, afirma:

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Sadhana e liberdade

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Goura Nataraj com um elefante na Índia

Goura Nataraj com um elefante na Índia

» por Goura Nataraj (Jorge Brand) (1979-)

Para Epictetus, importante filósofo estoico do período romano, a verdadeira liberdade consiste em considerar as coisas como realmente são, e não como somos acostumados a senti-las, sempre sobre a influência de condicionamentos que, nem sempre, o que vale dizer, quase nunca, nos representam o quadro fidedigno do mundo em que vivemos.

Existem coisas que estão sobre o nosso controle, tais como concepções, escolhas, desejos e aversões, e coisas que não estão, as quais são, para o filósofo, nosso próprio corpo, propriedades, reputação e atividades.

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Hatha Yoga, uma ginástica…

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Professor Hermógenes em padmasirshasana na década de 1960

Professor Hermógenes em padmasirshasana na década de 1960


» por Professor Hermógenes (1921-2015)

Praticar ginástica é cada dia mais necessário, principalmente àqueles que vivem numa grande cidade, desempenhando ocupações sedentárias. As pessoas vivem em regime de sobrecarga para a mente, provocada por preocupações e problemas de toda espécie, desde a falta de empregadas domésticas até a iminência de um conflito nuclear, desde a dificuldade de transporte até a alta incessante do custo de vida… Por outro lado, há também a sobrecarga para o pobre organismo (nervos, músculos…), porque é preciso trabalhar em mais de um emprego a fim de não sucumbir às condições aflitivas do orçamento.

O excessivo desgaste físico e mental conduz o homem a encher a casa de quinquilharias que a técnica fabrica para dar-lhe mais comodidade à vida, e também o leva a correr à caça de múltiplos divertimentos excitantes. As ocupações rotineiras e sedentárias o fadigam. A efervescência político-social o neurotiza. As comodidades o amolecem. Os divertimentos quase sempre o fatigam. Raramente consegue o homem moderno repousar e recuperar-se. Isso é coisa que somente durante as férias anuais poucos conseguem.

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