» por Rosana Biondillo
No Yoga, de forma geral, há um sistema que descreve os estágios do desenvolvimento psicoespiritual do ser como sendo formado por sete centros, denominados chakras (em sânscrito, “rodas”). Esses centros são também conhecidos como padmas (em sânscrito, “lótus”).
Esses sete centros psicoespirituais estão distribuídos ao longo da coluna vertebral, desde sua base e até o topo da cabeça. Devido à sua forma circular e espiralada ao redor da coluna, sua representação é a de uma serpente que jaz adormecida no último chakra, que se inicia na base da coluna, esperando o momento de ser despertada para iniciar sua escalada rumo ao topo da cabeça (que alguns textos dizem não ser exatamente um chakra, por ser aberto e/ou vazado na parte superior).
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A Saudação ao Sol

Karin Heuser Wolff fazendo o Surya Namaskar A
Há milhares de anos, na antiga tradição cultural indiana, essa atividade cumpria dupla finalidade: como religião, adorar o Deus Sol (Surya), e, como exercício, para tornar o corpo flexível, ágil, acordar a energia interna e despertar a energia espiritual da kundalini.
O Surya Namaskar (Saudação ao Sol) é uma sequência de flexões e extensões.
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Ashtanga Yoga, o Yoga de Patañjali

Patañjali
Ashtanga Yoga é o sistema organizado pelo sábio Patañjali no Yoga Sutra. Esse sistema tem oito (ashta) partes (angas): yama, niyama, asana, pranayama, pratyahara, dharana, dhyana e samadhi.
As duas primeiras partes, yama e niyama, são as proscrições (não ferir, não mentir, não roubar, não desvirtuar a sexualidade e não cobiçar nem se apegar), e prescrições (pureza, contentamento, austeridade, auto-estudo e auto-entrega ao Senhor) éticas.
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- Texto extraído das páginas 23 a 25 da 3ª edição, de fevereiro de 2001, do livro Yoga Prático, de Pedro Kupfer (1966-), e também publicado em 24 de julho de 2000 em yoga.pro.br, o site do Pedro[↩]
Bandhas no Ashtanga Vinyasa Yoga

Sri Tirumalai Krishnamacharya (1888-1989) em bandha traya
Bandhas são fechos que evitam a dispersão da energia e ao mesmo tempo conduzem-na para alguma região específica.
Os três mais importantes são: jalandhara bandha, uddiyana bandha e mula bandha. Jalandhara bandha envolve o pescoço, elevar a espinha e deixar toda a coluna ereta. Uddiyana bandha localiza-se na na área entre o diafragma e o assoalho pélvico. Mula bandha envolve a área entre o abdômen e o assoalho pélvico.
Os três bandhas podem ser aplicados ou sentidos tanto na inspiração quanto na expiração.
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Kumbhaka bandha pranayama

Cristiano Bezerra em padmasana na sala de Yoga do Ar+Zen. Foto por Cristiane Brito em 2013.
A palavra kumbha ou kumbhaka significa cântaro. Kumbhaka bandha é a respiração completa, com ritmo e contrações. É um dos exercícios mais importantes do Yoga, tendo uma forte atuação nos órgãos internos, glândulas endócrinas e plexos nervosos.
O mais importante desta técnica, porém, não está em seu efeito fisiológico, senão no plano sutil, no estímulo produzido no corpo energético. Proporciona o bhuta shuddhi, a purificação dos elementos corporais, considerada condição sine qua non para o despertar da kundalini.
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- Texto extraído das páginas 61 a 63 da 2ª edição, de maio de 2000, do livro Guia de Meditação (1997), de Pedro Kupfer (1966-), e também publicado em 31 de julho de 2000 em yoga.pro.br, o site do Pedro[↩]
