Hatha Yoga, uma ginástica…

Professor Hermógenes em padmasirshasana na década de 1960

Professor Hermógenes em padmasirshasana na década de 1960

» por José Hermógenes (1921-)

Praticar ginástica é cada dia mais necessário, principalmente àqueles que vivem numa grande cidade, desempenhando ocupações sedentárias. As pessoas vivem em regime de sobrecarga para a mente, provocada por preocupações e problemas de toda espécie, desde a falta de empregadas domésticas até a iminência de um conflito nuclear, desde a dificuldade de transporte até a alta incessante do custo de vida… Por outro lado, há também a sobrecarga para o pobre organismo (nervos, músculos…), porque é preciso trabalhar em mais de um emprego a fim de não sucumbir às condições aflitivas do orçamento. O excessivo desgaste físico e mental conduz o homem a encher a casa de quinquilharias que a técnica fabrica para dar-lhe mais comodidade à vida, e também o leva a correr à caça de múltiplos divertimentos excitantes. As ocupações rotineiras e sedentárias o fadigam. A efervescência político-social o neurotiza. As comodidades o amolecem. Os divertimentos quase sempre o fatigam. Raramente consegue o homem moderno repousar e recuperar-se. Isso é coisa que somente durante as férias anuais poucos conseguem.

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O novo momento do Yoga » entrevista com Pedro Kupfer

Pedro KupferEsta entrevista sobre o novo momento que o Yoga está vivendo em nossa sociedade fez parte do trabalho de pesquisa da jornalista Marcela Buscato, da revista Época. Compartilhamos aqui, com nossos amigos e leitores, seções da mesma que não foram publicadas nesse semanário, esperando que gostem e desfrutem. A reportagem da Época, originalmente publicada em 31 de janeiro de 2011, pode ser lida em www.epoca.com.br.

Marcela Buscato: Depois de ler alguns livros e conversar com alguns profissionais, percebi que o Yoga parece viver um novo momento, e está sendo redescoberto como uma prática para quem quer buscar o equilíbrio, não necessariamente seguindo toda a filosofia da religião.

Pedro Kupfer: Em verdade, essa é outra leitura do Yoga, um pouco menos rasa, do que a visão que se tinha no meio da década de 1990, quando as academias de ginástica foram invadidas pela versão mais “física” do Yoga.

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