Yoga não é ginástica e ginástica não é Yoga

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Professor Hermógenes em badhapadmasana na década de 1960

Professor Hermógenes em badhapadmasana na década de 1960

» por Professor Hermógenes (1921-2015)

Desde seu lançamento, em 1960, meu livro Autoperfeição com Hatha Yoga exibe, na página 42(1), o cabeçalho: Hatha Yoga, uma ginástica…. Estaria eu me contradizendo? Se o leitor passar quatro páginas, vai ler outro cabeçalho: …diferente da ginástica ocidental. Se alguém citar somente a página 42, pretendendo provar que eu afirmo ser o Hatha Yoga uma ginástica, estará sofismando, pois quando se faz uma citação de um texto fora do contexto é por mero pretexto. Das páginas 46 a 48 explico bem as diferenças que não permitem tornar o Hatha Yoga como uma ginástica entre outras.

Ginástica é um exercício, uma atividade, uma praxis. Há ginástica para a memória, para a sobrevivência do cérebro, e outras… O Hatha Yoga é um exercício, uma ginástica, uma atividade educativa, mas pouco ou quase nada tem a ver com o que se denomina “Educação Física” ou “atividade física”.

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  1. Da 47ª edição, de 2007 (nota do Editor). []
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Hatha Yoga, uma ginástica…

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Professor Hermógenes em padmasirshasana na década de 1960

Professor Hermógenes em padmasirshasana na década de 1960


» por Professor Hermógenes (1921-2015)

Praticar ginástica é cada dia mais necessário, principalmente àqueles que vivem numa grande cidade, desempenhando ocupações sedentárias. As pessoas vivem em regime de sobrecarga para a mente, provocada por preocupações e problemas de toda espécie, desde a falta de empregadas domésticas até a iminência de um conflito nuclear, desde a dificuldade de transporte até a alta incessante do custo de vida… Por outro lado, há também a sobrecarga para o pobre organismo (nervos, músculos…), porque é preciso trabalhar em mais de um emprego a fim de não sucumbir às condições aflitivas do orçamento.

O excessivo desgaste físico e mental conduz o homem a encher a casa de quinquilharias que a técnica fabrica para dar-lhe mais comodidade à vida, e também o leva a correr à caça de múltiplos divertimentos excitantes. As ocupações rotineiras e sedentárias o fadigam. A efervescência político-social o neurotiza. As comodidades o amolecem. Os divertimentos quase sempre o fatigam. Raramente consegue o homem moderno repousar e recuperar-se. Isso é coisa que somente durante as férias anuais poucos conseguem.

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Yogaterapia para o tratamento de diabetes

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Cristiano em parshvabakasana, a postura lateral do corvo, na sala de Yoga do Ar+Zen. Foto por Raphaella Quintela

Cristiano em parshvabakasana, a postura lateral do corvo, na sala de Yoga do Ar+Zen. Foto por Raphaella Quintela

» por Dr. Luís Mário Duarte

Diabetes mellitus pertence a um grupo de desordens manifestado pela hiperglicemia, ou seja, taxas de glicose (açúcar) no sangue acima do normal. As causas da diabetes podem ser muitas, mas o defeito real para os pacientes é que não conseguem produzir insulina (hormônio produzido pelo pâncreas) nas quantidades necessárias para fazer frente à sua demanda metabólica. Esses pacientes estão propensos a determinadas complicações, relacionadas com a gravidade do déficit insulínico e com a dificuldade de se alcançar um bom controle da glicemia (taxa de açúcar no sangue). Com excelentes “efeitos” terapêuticos, o Hatha Yoga pode beneficiar enormemente o paciente com diabetes, tanto preventiva quanto terapeuticamente.

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Yoga ou bhoga?

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» por Professor Hermógenes (1921-2015)

Mestre Yoda, personagem fictício no universo de Star Wars, criado por George Lucas

Mestre Yoda, personagem fictício no universo de Star Wars, criado por George Lucas

Os Mestres insistiram em ensinar que, se pretendemos alcançar o Divino em nós, é-nos recomendado exercer um afiado, constante, profundo e claro discernimento, para defender-nos de ilusões, fantasias, equívocos e engôdos. Só assim podemos evitar iludir-nos e, se já estivermos iludidos, desiludir-nos em relação ao mundo impermanente e, portanto, ilusório e decepcionante. Somente após desiludidos quanto à impossível perenidade de tudo, pois tudo é transitório, chegaremos à mais libertadora e iluminadora conquista, que é desapegar-nos das coisas do mundo, sem o que não podemos começar a caminhada rumo à única realidade perene: Deus.

O “filho pródigo”, quando ainda seduzido e arrastado pelas atrações do mundo, não tem como entregar-se ao Yoga ensinado pelos Sábios e pelas escrituras. Ele ainda está se distanciando do Pai por preferir os dourados atavios da ilusão. Um “filho pródigo” assim, ainda encantado com as promessas e delícias mundanas, não quer saber da austeridade do Yoga ensinado pelas sagradas escrituras e pelos Mestres.

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