
» por Karin Heuser Wolff
Em todos os aspectos da prática do Yoga, é bom manter uma filosofia em mente: vinyasa krama. Nyasa significa colocar, dirigir, e, o prefixo vi, de uma forma especial; krama significa passo. Vinyasa krama se refere à forma com a qual abordamos a prática mental e fisicamente. Não basta apenas dar um passo. Esse passo precisa nos levar para a direção correta e precisa ser dado da maneira correta.
Ujjayi pranayama, segundo Karin Heuser Wolff

um yogi tibetano
Ujjayi significa extensão vitoriosa ou alongar a respiração. Essa respiração produz um som que inicialmente acontece de uma forma um pouco exagerada, pois a contração aperta a área da glote, na garganta, tornando a respiração muito barulhenta, mas, em seguida, com a prática, vai se descobrindo uma forma mais natural e suave de fazê-la, contraindo suavemente a garganta para cima e para trás.
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Bandhas no Ashtanga Vinyasa Yoga

Sri Tirumalai Krishnamacharya (1888-1989) em bandha traya
Bandhas são fechos que evitam a dispersão da energia e ao mesmo tempo conduzem-na para alguma região específica.
Os três mais importantes são: jalandhara bandha, uddiyana bandha e mula bandha. Jalandhara bandha envolve o pescoço, elevar a espinha e deixar toda a coluna ereta. Uddiyana bandha localiza-se na na área entre o diafragma e o assoalho pélvico. Mula bandha envolve a área entre o abdômen e o assoalho pélvico.
Os três bandhas podem ser aplicados ou sentidos tanto na inspiração quanto na expiração.
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A história da civilização da Índia

Porto em Lothal, uma das mais conhecidas cidades da antiga civilização do vale do rio Indus
» por Gloria Arieira (1953-), do Vidya Mandir
Ao entrar em contato com o vasto conhecimento dos Vedas, nos deparamos constantemente com a tentativa de marcar datas para a história da cultura e da população indiana, entender sua origem genética e determinar a antiguidade e, portanto, a originalidade do conteúdo dos Vedas.
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Autoconhecimento

Valmiki a escrever o Ramayana
Ao nascermos, nos deparamos com um mundo cheio de nomes e formas que determinam os limites e as diferenças aparentes entre objetos. A cada instante vivemos inúmeras experiências de prazer e desprazer e aprendemos a interpretá-las a partir de conceitos, valores e significados, que assimilamos dos outros e do ambiente em que vivemos.
Impulsivamente buscamos realizar os nossos desejos, repetindo experiências de prazer, e assim nos dizemos felizes; ou tentamos evitar sensações de desconforto e desprazer, que nascem da impossibilidade de realizar nossos desejos, e então nos dizemos infelizes.
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- Texto de 1994 publicado no site do Vidya Mandir – Centro de Estudos de Vedanta e Sânscrito, da Professora Gloria Arieira (1953-).[↩]
Acharya

Shankaracharya (788-820 d.C.) e seus discípulos
A palavra sânscrita acharya é geralmente traduzida por “professor” ou “mestre”. Frequentemente é acrescentada ao nome de uma pessoa, denotando respeito, como no caso de Shankaracharya (788-820 d.C.).
Acharya deriva da raiz car, que significa “seguir” ou “fazer com que outros sigam”. A esta raiz vem prefixado a, significando “completamente ou totalmente”, e, no final, acrescenta-se o afixo nominal de agente nyatya, que quer dizer “aquele que”. Esses elementos juntos formam a palavra acharya, cujo significado é “aquele que segue as escrituras (dharma) completamente” e/ou “aquele que leva os outros a segui-las”.
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- Texto extraído do Informativo Vidyamandir, Ano III, nº 8, de agosto de 1991, do Vidya Mandir – Centro de Estudos de Vedanta e Sânscrito, do Rio de Janeiro, digitado por Cristiano Bezerra (1971-) em 20 de novembro de 2004 e desde então também publicado em yoga.pro.br.[↩]
